segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



sábado, 11 de dezembro de 2010


“Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor” - Max, 5 anos”.

Talvez pensem que eu fuja do amor. Não, só o mantenho longe. Longe o suficiente para não me ferir. Meu coração já sofreu tanto com isso. Já sangrou demais. O sangue que me aquece a pele, escorreu, se foi. Por isso sou tão fria. Agora ele, meu coração merece descanso.

“O amor não é um hábito, um compromisso, ou uma dívida. Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas. O amor é indefinições. Ame e não pergunte muito. Apenas ame.”
Paulo Coelho

“Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegasse o celular, não pegasse a internet, não pegasse a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegasse muito.” Tati Bernardi

E depois que entrar na faculdade e não ver os amigos todo dia? Vamos esquecer um dos outros? E quando casar? Vou ver elas, as que restaram, uma vez por mês? Isso tudo depende de mim, isso tudo depende delas, e enquanto esse tempo não chega, aproveito ao máximo, cada abraço, cada merda, cada conselho, cada risada… Eu só sei que hoje é com vocês, e sinto que preciso tanto desse hoje, amanhã; e nenhum idiota vai atrapalhar meus planos. Porque hoje eu quero beijar, porque hoje eu quero rir com elas, porque hoje eu sou livre. O que adianta ser maior de idade de não tem tempo pra aproveitar?

Vou escrever meu hoje com vocês, pra amanhã isso se tornar saudades.


A verdade, a grande verdade mesmo, é que depois que eu conheci ele eu nunca mais quis outra coisa, não quis sucesso, não quis dinheiro, não quis viajar, todos os meus pedidos foram ele, durante todo esse tempo a única coisa que eu quis com toda força do mundo foi ser o suficiente pra ele.

É difícil tentar não olhar pra trás, por mais que eu tente não dá, pra trás ficaram as lembranças e os sentimentos que estavam lá no passado. Não tem como fingir que está tudo bem, que assim está melhor, porque não está. Eu não consigo mentir pra mim mesma, só eu sei o que eu sinto.


O que eu preciso não está em Paris, Nova Iorque ou Londres. Não está nas vitrines das lojas, nem no comercial da televisão. Não se compra com papel, não vem embalado, não mata a fome. Não é de vidro, nem de plástico, nem de ouro. O que eu preciso está bem aqui na minha frente. Tem nome, endereço e telefone e, diga-se de passagem, um sorriso lindo.

Talvez seja frieza mesmo. Talvez eu prefira sentir o frio do meu próprio corpo e da minha alma, do que ter que testar temperaturas inconstantes de gente que não sabe o que quer.


Com o passar do tempo, as pessoas mudam. Aprendem com suas dores, e se tornam aquilo que a vida lhes ensinou. Conforme suas feridas cicatrizam, vai cabendo à elas sorrir por isso, ou continuar se lamentando por toda a dor já sofrida. Pessoas vão e voltam em suas vidas, algumas ficam por mais tempo que outras, algumas passam rapidamente, com uma passagem só de ida, sem volta. O mundo gira, o tempo faz seu trabalho de apagar cada dia um pouco mais cada cicatriz, e os dias, semanas, meses e anos vão passado. A vida passa. As pessoas mudam, ás vezes para melhor, outras, infelizmente para pior. Erram, aprendem com seus erros e tentam mudar. Algumas se sacrificam muito por pessoas que não merecem, outras são sacrificadas. E, de repente, o “nunca é tarde demais para recomeçar” chega. Essas pessoas que mudaram para pior não podem mais ter um novo recomeço. De repente, elas percebem que o tempo passa, o mundo gira, igual para todo mundo. Porém o que cada pessoa faz com as oportunidades que surgem e que somem, é outra história.

De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Devemos fazer da interrupção um caminho novo, fazer da queda um passo de dança, do medo uma escola, do sonho uma ponte, da procura um encontro… e assim terá valido a pena existir.

Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro que continua indo embora para sempre porque nunca fui embora pra sempre. Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.

Quando tudo vai ficar bem?


“Mas anota aí pro teu futuro: cair na real.” Caio F.

No fim das contas, tem algumas coisas que você apenas não consegue não falar. Algumas coisas nós não queremos ouvir, e outras coisas que falamos por não conseguirmos mais nos silenciar. Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz. Algumas coisas você diz porque não tem outra escolha. Algumas coisas você guarda só pra si. E, não muito freqüentemente, só de vez em quando, algumas coisas simplesmente falam por elas mesmas.

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