quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Simplesmente me abrace...

Hoje eu estava ouvindo a musica do Skank, Sutilmente.

Repare nos primeiros versos: “E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace”.

Então quando eu estiver triste, um abraço e pronto, tá tudo resolvido?

Entendo perfeitamente a poesia da música, mas tratemos do mundo real. É claro que precisamos de mais romantismo e solidariedade, só que um abraço não cura a tristeza, e muito menos a dor.

Hoje em dia perdoamos por que todos fazem isso, por que é bonito perdoar. Não o fazemos por que a pessoa merece. Não vem do coração, e tudo que não vem do coração é falso.

Então selamos o pedido de desculpas com um abraço e pronto? Não!

Quando uma pessoa me ferir eu não quero um abraço, eu quero ficar só. Eu quero pensar, decidir. Os nossos problemas não devem ser enterrados com mentiras, presentes e abraços.

Ou talvez seja isso.

Talvez tenhamos que deixar que um beijo, um abraço, um carinho sejam capazes de deixar tudo bem. Talvez seja sincero e venha do coração. Afinal, é isso que realmente importa não é? Demonstrações de carinho das pessoas que amamos. O mundo não precisa ser tão ruim, e as pessoas não precisam ser totalmente superficiais.

De qualquer forma, não estou aqui para dar respostas prontas. Se o abraço é verdadeiro ou não, se ele cura minha tristeza ou não, isso não importa. Isso é o que importa.

terça-feira, 3 de agosto de 2010


E voltamos e erramos novamente...

Já “quebrei a cara” diversas vezes. Sempre pelos mesmos motivos, ou quase sempre.

E nessas experiências descobri que o problema não esta nos outros, e sim em mim. Isso, em mim.

Eu me permito. Me permito gostar, morrer de amores, baixar a guarda. Me permito amar.

E a verdade é que só quem amo vai me ferir. Pessoas indiferentes não me atingirão de forma alguma. São nulas.

E ai esta a mágica do amor, ter a pessoa que mais te machuca do teu lado, e não abrir mão da presença. Suportar os espinhos, conviver com a dor.

As vezes nos machucamos, outras não. Outras vezes nós machucamos. E o outro sangra, e dói vê-lo sangrar.

Por vezes que exigimos dele um amor platônico, não sabendo qual sua maneira de amar. As vezes nós amam com tudo que podem, mas não do jeito que queríamos. E cobramos, e ferimos. Pedimos perdão e não mudamos. É isso que me deixa frustrada, mesmo depois de perder a pessoa não aprendemos a lição. E cometemos o mesmo erro inúmeras vezes.

Desejamos um sentimento fascinante, irreal. Carência. Almejamos o que não conseguimos dar. E sabemos disso.

E cobramos.

Machucamos.

E perdemos, pra sempre.


Correto

Maior que o medo de errar é o medo de dar certo. Crio brigas, invento cenas, relembro histórias pra me machucar, brigas pra te machucar.
Toco sempre na ferida, permito-me viver uma discussão milhares de vezes. Choro. Seguro o choro. Quero as lágrimas novamente. E elas vem.
Estou sempre bem, me incomodo, me lamento por ficar sempre mal. Peço ajuda com minhas palavras Inaudíveis.
Grito o silêncio.
As lágrimas que secaram insistem em cair, repreendo.
Faço-me forte, torno-me. Desabo.
E depois simplesmente me esqueço.
Seria egoísmo querer ser feliz do meu jeito?
Eu acho que não, minha mãe acha que sim. Deve ser.
Ela entende. Ela não compreende.
Felicidade eterna. Tristeza passageira.
É mais difícil de desaprender a ser triste do que ser feliz. A felicidade passa, a tristeza também.
Lamento a solidão. Onde estás que não ao meu lado?
Choro. Peço ajuda, nego auxílio.
Quando perguntares se estou bem estarei? Olho nos teus olhos. Desvio o olhar. Abaixo os olhos olhando pro horizonte.
Sorrio. Sorrio para enganar as lágrimas, e você. E eu.
Choro baixinho, ainda sem saber se é correto ser feliz assim.

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