
Por que nossa amizade já virou irmandade.!
(Dedicado à Naiane Mendes da Silva)
Cansada deste mundo em que vivemos, onde as amizades são construídas visando o lucro financeiro clamei à Deus ajuda. Pedi à Ele que mandasse-me um anjo para proteger-me de todas às adversidades da vida. Ansiosa, esperava um herói nacional ou um ícone da história, tais modelos de forças convencionais.
Mas quando clamei, Deus mandou-me uma jovem indefesa. Tão indefesa quanto eu. Senti-me afrontada por sua ousadia. Como ela poderia ser o anjo que eu necessitava?
Sem revoltas, resolvi aceitar meu destino.
As circunstâncias nos aproximavam diariamente, notei quanta beleza interior ela trazia, garra e força imagináveis.
Senti-me desconfortável diante de meu precipitado julgamento. Para reavaliá-lo fui em busca de seu passado, procurei um motivo cabível para a felicidade que irradiava de seu sorriso. Dentre várias hipóteses, a mais plausível era à de uma possível fortuna.
Mas evitando outro pré-julgamento decidi rever os fatos do seu passado. Para isto teria que arriscar-me em uma nova amizade, a decepção parecia inevitável.
Até quando seríamos amigas? Quais limites deveria impor à amizade? As respostas não surgiam.
No início contrai-me em meu mundo. Mas sua simpatia e persuasão dissolveram meus preconceitos, caminhando no solo de meu psiquismo, mudando meus conceitos.
Com que ousadia penetrava em meus pensamentos? Quem lhe dava permissão? Por que me estimulava a ser melhor, quando não me importava? Minha curiosidade aumentava na proporção que a conhecia.
Ela transpirava confiança, suas palavras saiam naturalmente, tornaram-se bons conselhos.
Dentre todos os meus amigos, ela se mostrou a mais preocupada. Sentia-me bem ao ver-me apoiada por uma amiga, embora correndo o risco de vê-la sendo corrompida pelo mundo.
Mas, por que me importava? Por que deveria importar-me? Eras grande o bastante pra cuidar de si. E do mais, foi eu quem clamei à Deus alguém para proteger-me.
Mas involuntariamente eu me importava , por que crescia em meu coração uma terna amizade, que desafiando o mundo capitalista não buscava status, mas companheirismo. Sobressaia-se em meio à dor, a decepção, fortalecia-se.
Várias tentativas de enclausurá-la se sucederam, porém suas bases não se estremeceram. Quando havia rachaduras, reerguia mais forte.
Tornei-me então sua amiga, pude conhecer seu passado. Não havia mansões, nem fortunas, nem inúmeros carros. Ao contrário do que pensei, a vida já lhe tomará muito.
Tomará seus maiores tesouros, deixando-a à mercês da fé. Com bravura ela reergueu-se, reconstruiu bravamente seu castelo, pondo nele todas as pessoas que ama. Eis esta família à que chamo de verdadeira ‘família real’. Nenhum reino, após perder seu rei e príncipe reergueria tão forte. Nem mesmo a rainha mais prestigiada possuiria a garra de D. Lourdes, ou até mesmo se educada nas maiores escolas reais, possuiriam a educação de D. Nair. Nem os jardins de enormes palácios seriam capazes de substituir a infância que os jovens príncipes Tiago e Tarcísio tiveram. Cercados por imensas muralhas, seriam privados de correr, de se machucar, de viver.
Nem os mais luxuosos vestidos, feitos à mão por estilistas consagrados, trariam um sorriso ao rosto das princesas Raiane, Mônica e Naiane. Seus tecidos raríssimos se empobreceriam diante de seres tão especiais. Todo o tesouro real se ofuscaria diante do sorriso que sempre trazem no rosto.
Quanto ao castelo, não era semelhante aos situados na Europa Medieval, suas bases constituíam-se dos próprios habitantes, unidos por um sentimento maior.
Sentia-me indigna de entrar em tal castelo, não trazia em meu coração a realeza necessária. Era superficial, ignorante, egoísta, eles não. Tive que perder como perderam para sentir a vida pulsando dentro de mim.
Os pêsames tornaram-se repetitivos, já não me causavam motivação. Ela, sem muitas palavras abraçou-me, transmitindo toda a força que bradava de seu coração. Fez-me ver que sofrer era privilégio dos vivos.
A meu ver, forte seria se cessasse as lágrimas que teimavam em cair, mas me ensinastes que elas deveriam seguir seu curso natural, que forte seria se capaz de assumi-las.
Chorei, chorei em seu colo, so me dissestes ‘estou aqui com você’. Não precisava de mais nada.
Meus pensamentos regressaram no tempo, lembrei-me de quando lhe conheci. Deus mandou-me o anjo certo!
Não precisava ser perfeita, pois não exigias de mim perfeição.
Deus foi realmente generoso ao mandar-me seu melhor anjo.
Os problemas já não eram tão pesados, os compartilhávamos.
Sempre que possível fazia-me presente em sua vida, em cada passo, cada recuada.
A ânsia de lhe perder aumentava. Há cada brincadeira, um ensinamento. Um jeito novo de interpretar a vida.
Já o destino, mais uma vez preparava-se para avaliar-me. Meu fracasso foi acompanhado pelo êxito.
Almejando o melhor privei-me de sua amizade, sofremos juntas a dor da separação. Juntas éramos mais fortes, desunidas nós tornávamos fracas.
O elo que nos une é mais forte que meu desejo de não decepcioná-la. Poderia acovardar-me, mas meu coração contradizia minhas palavras. O contrariei, em recompensa pude reerguer-me de meu cárcere emocional e ajudá-la.
Tudo fez sentido! Deus havia planejado algo melhor para esta amizade, não à mandou só para ajudar-me, mas para que eu também à ajudasse. Deus também havia me escolhido!
Agora, senti-me digna de conviver com sua família, não eram perfeitos como nos contos de fadas, eram reais, porém traziam esta perfeição para a realidade. Eram unidos... felizes!
Somente agora pude entender o brilho que meu anjo trazia em seu sorriso, sua família não era rica financeiramente, como eu supunha, mas rica emocionalmente.
Poderia admirá-los por horas, sem cansar-me. Porém fui além, tive a honra de participar deste fabuloso espetáculo.
Tornei-me mais feliz, pois a alegria que exala dela, percorre também minhas veias. (Irmãs de sangue não é mesmo?)
Nunca pensei que alguém mudaria minha rota, mas que ao precisar estaria ali, pra apoiar-me. Reerguer-me, se preciso.
Ela que inicialmente eu fora capaz de julgar como apenas mais um de meus contatos, tornara-se muito mais importante que certos parentes biológicos. Tornara-se minha irmã.
Sim, irmã! Ela deu um novo sentido à minha vida, quando eu já havia desistido. O destino nos uniu mais que apenas duas amigas, duas irmãs, de coração!
Tivemos os melhores momentos juntas, rimos, choramos, nos abraçamos, nos largamos e nos reaproximamos novamente.
Lembrarei-me de cada momento que passei ao teu lado.
Das idas ao Dandas, Ceará, Sabor Total, lagoa, chácara, tia dos pastelzinhos, sorveterias, picolé no palito.
Quantos lugares foram palco da nossa amizade!
Nunca me esquecerei do que vivemos.
Das nossas conversas no MSN. Das vezes que você me animava quando estava pra baixo.
Da minha raiva ao me corrigires no trânsito.
Da vez em que fostes à um evento cultural só por que lhe pedi.
Do quanto nossa amizade é invejada e não ligamos.
Nossos planos, por que nós iremos ao Rio e à Salvador juntas!
Enfim... De tudo! Não esquecerei-me de absolutamente nada.
Por que você é minha marmotinha preferida.
Meu amoreco, minha amora, meu injou preferido. A bobinha, o fí de cão.
Não importa pelo o que lhe chame, você é e sempre será minha eterna irmã. E nada nem ninguém vai mudar isso!
Te amo, de sua eterna irmã,
Hagnes Dias Ribeiro.
Ô Fí di cão... vc quer me matar de tanto chorar???
ResponderExcluiruahuhauhauauhuah
Ai q coisa mais linda... nossa amei amei amei...
ñ poderia ter ficado melhor!!!
Você tbém é tudo isso pra mim!!!
TE AMO amora!!!
Obrigada!!! Sua Eterna Irmã!!!