quinta-feira, 9 de setembro de 2010


Sempre gostei de coisas novas, mesmo que elas não tenham o valor sentimental das coisas velhas.

Coisas velhas tem um pouco de nós mesmos, nosso cheiro. As novas não, mais logo se misturam com o cheiro habitual e perdem o cheiro gostoso de novo, e deixam de ser.

É verdade que o novo quase sempre vem acompanhado pela perda, e é por isso que muitas pessoas evitam ao máximo experimentar coisas novas, por terem medo de pisar no desconhecido.

Enfrentar situações novas é extremamente intrigante para nós, causa medo e insegurança. É como um pássaro que não quer bater assas com medo de voar.

Não querer mudar é um mal do ser humano que está adaptado a sua vida normal e pacata.

Mudanças assustam o homem, mas em determinado momento da sua vida, ela é inevitável.

É mesmo que saiam para o mundo, ainda que despreparados, preparam-se no leito da vida.

E quando voam não querem mais voltar, por que estão aptos a alçar novos vôos.

Seria além de tudo uma mudança regressiva, e ninguém quer dar passos para trás.

Entende?

Apesar de gostar muito do velho, é o novo que me chama a atenção, que me faz sonhar e almejar vôos mais altos.

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